Sexta, 10 Novembro 2017

Ossada é achada em área usada por sequestrador da menina Thayná, diz delegado após megaoperação

Polícia fez buscas às margens de lagoa em Viana, na manhã desta sexta-feira (10). Thayná foi vista pela última vez entrando do foragido Ademir Lúcio. DNA sai em 30 dias.

A ossada de uma criança foi encontrada em um brejo, próximo a uma lagoa em Viana, na Grande Vitória, e a polícia informou que o local, segundo investigações, era usado pelo foragido Ademir Lúcio para cometer crimes. Ele está sendo procurado pelo sequestro da menina Thayná Prado. A operação começou às 6h da manhã desta sexta-feira (10).


Thayná foi vista pela última vez entrando num carro no Bairro Universal, em Viana, no dia 17 de outubro. Uma câmera de videomonitoramento registrou a menina entrando no carro que seria do suspeito, no dia que sumiu.


O delegado José Lopes, que é o titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e também está à frente da Delegacia de Pessoas Desaparecidas, foi ao local das buscas e disse que ainda não dá para dizer que a ossada é da menina Thayná.


"O inquérito continua em sigilo. Recebemos a informação de que o Ademir usa a área para cometer os crimes dele. Usava. Junto com o pessoal dos bombeiros e do GOT, resolvemos fazer um pente fino. Batemos duas lagoas de profundidade complicada e não encontramos nada. Mais ou menos 9h50, encontramos uma ossada, aparentemente de menina. Já temos material biológico da menina e a perícia vai apurar", disse o delegado.


O exame de DNA sai em 30 dias. Foram ao local, policiais do Grupo de Operações Táticas da Polícia Civil, militares da equipe de mergulho do Corpo de Bombeiros e cães farejadores.


Crime


Nas imagens, é possível ver Thayná andando na calçada por volta das 7h30 do dia 17. Chovia na ocasião e ela usava uma sombrinha colorida. Nesse momento, ela é abordada por uma pessoa em um carro cinza. Ela conversa um pouco do lado de fora e em certo momento chega a se afastar, mas acaba entrando no veículo.

Através da placa do veículo, a polícia descobriu que o dono é Ademir Lúcio Ferreira, suspeito de estupro no mesmo bairro. Segundo a Polícia Civil, a vítima é uma garota de 11 anos. Nos dois casos, o homem agiu da mesma forma.


O crime aconteceu três dias antes do sequestro de Thayná. O inquérito, nesse caso, ficou sob a responsabilidade da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e já foi concluído. Inclusive, já há também um mandado de prisão preventiva contra Ademir por causa desse crime.

Protestos


Familiares e amigos de Thayná fizeram vários protestos para chamar atenção das autoridades para o caso. O último ocorreu na manhã desta quinta-feira (9), na Rodovia do Contorno.


Ao longo dos protestos, os manifestantes pediram mais rapidez, respostas e solução para o desaparecimento da menina.

Fonte: g1 

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